[in the box] Malleus Maleficarum para iniciantes.
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25.6.06
Comments: 18.6.06
História Musical ParticularNova AdvertênciaEsta "História Musical Particular" teve seus bons momentos, mas é melhor parar por aqui. Inicialmente, cogitei falar sobre mais algumas coisas, mas simplificar é melhor. Talvez em outra hora, lembrarei discos e bandas que me foram importantes isoladamente, e com isso evito qualquer injustiça. Assim, caros amigos, fiquem com o último capítulo da série. Talvez o mais importante e, sem dúvida, o mais extenso. Cap. 9 - "If I would, could you?" ou "Eu sei o que vocês fizeram na década passada" Final dos anos noventa. Mesmo dominado pelo metal, este que vos fala conhecia Nirvana, alguns hits do Pearl Jam, Blackhole Sun do Soundgarden, Plush do Stone Temple Pilots e Man in the Box do Alice in Chains. Então, se a onda de Seattle acabou com o mundo alguns anos antes, o tsunami chegou a mim com certo atraso. Mas ainda de maneira devastadora. Por onde começar? Talvez dizendo que ao ouvir o "Ten" do Pearl Jam, eu pensava tratar-se de uma coletânea de dez anos da banda, tamanha a qualidade do apanhado de músicas. Para os desavisados, Ten é o album de estréia da banda. Mas o disco que fez toda a diferença foi o "Facelift" do Alice in Chains. Comprei por 10 pilas na Multisom, logo que vim morar em Porto Alegre. "Man in the box" é, provavelmente, a música que mais ouvi na minha vida. Não se enganem, o disco inteiro é genial. Logo nos primeiros meses de faculdade, o londrino Francisco emprestou-me um combo absurdo de discos, uma espécie de técnica Ludovico de introdução ao grunge (I was cured, all right). - Unplugged, Jar of Flies (Alice in Chains) - Badmotorfinger, Superunknown, Down on the Upside (Soundgarden) - Mookie & Blaylock (duplo ao vivo do Pearl Jam) Além disso, o documentário Hype. Algo comparável àquele filme "Woodstock", transposto para a década de 90 com melhores músicas, mais higiene, e o melhor: sem hippies. Apesar disso, não é nada de mais, só coisa de fã mesmo. Lembro de uma frase do imbecil que ilustra a capa do vídeo: idiota com dois tubos no nariz: Tenho vontade de cuspir em todas estas pessoas que vêm aos shows agora... repórter: Por que? idiota com dois tubos no nariz: Porque eu gostava destas bandas antes de todos. Sem esquecer do ótimo Singles, e sua incomparável trilha sonora. Fato é que, alguns anos depois de toda a "Seattle thing", começamos a perceber que as bandas de lá tinham muito pouco em comum, a não ser o fato de serem de Seattle. E nem todas eram. >>>blow up the outside world
Comparar o som de Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden e Alice in Chains (para ficar com as quatro mais famosas) não faz o menor sentido. Em determinado momento cheguei a uma conclusão tosca, que define os dois últimos discos do Soundgarden (Superunknown e Down on the Upside) como uma espécie de síntese entre o "punk Mudhoney" do Nirvana, o "metal Sabbath" do Alice in Chains e o "rock Neil Young" do Pearl Jam. Ainda assim, qualquer comparação é descabida. Esqueçam este parágrafo. >>>torn like an old, dollar bill...
Gosto muito também de Screaming Trees. Seu disco "Sweet Oblivion" é um dos melhores de toda esta turma. Stone Temple Pilots entra neste post, mesmo sendo de Los Angeles ("Interstate Love Song", talvez a segunda música que mais escutei). Mad Season, o dream-team grunge de um só cd também é fundamental. E esquecer Mudhoney seria heresia. Bush e Silverchair, de outros continentes e tardiamente, ficam ali na estante também. Behold!, meus caros. Em momentos de laconismo, respondo à pergunta "que som tu curte?" com um simples "grunge + Black Sabbath". Assim, estou muito próximo da verdade. >>>yeah, it´s over now...
De fato, não tenho grande interesse por novidades musicais. Priorizar o grunge no gosto musical torna tudo mais fácil. Quase todas as bandas acabaram, a maioria dos caras morreram. Ok, tem o Pearl Jam por aí, além do Jerry Cantrell e do Mudhoney, mas nada que fuja ao controle. O Dave Grohl é uma boa pessoa, mas Foo Fighters não se enquadra aqui. É melhor assim. Não me preocupo muito com Artic Monkeys, e todos estes nomes no plural, "The ???????s". [momento "Amnésia"] - que som tu curte? Como resposta, tira-se do bolso uma Polaroid escrita "Seattle 1991-1997". [/momento "Amnésia"] Mesmo com 23 anos, chamo isso de envelhecimento sadio. Como li em algum lugar, há tempos:
Já é difícil moshar quando se ganha mais de $40 mil por ano. Comments: 3.6.06
História Musical ParticularCap. 8 - "Los Hermanos é um saco" ou "The Mighty Ride of the Firelord"O dever moral de prosseguir minha história fala mais alto, e chegou a vez de convencer todos a ouvir metal melódico. Na metade do terceiro ano, em 1999, fui até Londrina fazer vestibular para Medicina na Universidade Estadual da Cidade (UEL). Foram apenas 6 ou 7 alunos de minha escola, que encarregou-se de arranjar alojamento em seus contatos anglicanos na cidade. Aliás, a melhor cidade que já conheci. Rica, bonita, organizada, muitas mulheres, 25% delas descendentes de japoneses. Fato é que na mesma pousada, um vestibulando de Foz do Iguaçú possuía boas mercadorias: cds piratas, ou gravados (tudo isso era novidade) trazidos da fronteira. Entre eles, um do Gammaray e outro do Rhapsody. Eu já era conhecedor de Helloween e Angra, as ramificações seguintes ao "galho" do Iron Maiden na grande árvore do rock and roll (rá!). A admiração inicial por este tipo de banda, em geral, acontece pelo choque ao se perceber até onde a técnica dos instrumentistas pode chegar. Por isso, quem gosta de metal melódico (power metal, symphonic metal, metal progressivo, bla bla bla), normalmente também toca algum instrumento. Assim, voltei para Erechim sem passar na UEL (146,2 por vaga), mas com "Symphony of the Enchanted Lands", do Rhapsody, além de uma fita gravada com Gammaray, Savatage, Helloween, e até MANOWAR (era só uma música instrumental: "today is a good day to die"). Todos ficavam mesmerizados com a velocidade dos pedais duplos, arpeggios, e tudo mais.
Em geral, a maior parte do preconceito com estas bandas de metal seria totalmente dissipado caso todos percebessem que, em geral, os metaleiros estão aí só para se divertir. Ninguém, ou poucos, acham realmente que dragões existiram, e não conheço ninguém que tenha feito pacto com o demônio. Ok, só um cara. Mas não é o caso, e isso já vai mais para o outro lado da "árvore" (trash -> death -> black metal). Metal melódico é o caminho. Convenci um colega de faculdade, cuja banda preferida era Graforréia Xilarmônica, a ser admirador do Rhapsody - o que prova que não há incompatibilidade. A banda tem músicas espetaculares: "Flames of Revenge", "Esmerald Sword", "Dawn of Victory". Ou mesmo "GARGOYLES, Angels of Darkness", que não lembro como é, mas tem um ótimo nome. A lista de indicações é longa, mas Helloween deve ser um caminho facilmente assimilado, com discos como "Time of the Oath" e "Better than Raw. Vou praticar uma heresia ao colocar muita coisa diferente no mesmo saco, mas: Gammaray, Dream Theater, Angra, Symphony X, Vision Divine, Lacuna Coil, são todas ótimas bandas. Enjoei de Nightwish rapidamente, assim como de Stratovarius, por perceber a picaretagem das bandas em encontrar uma fórmula e repeti-la preguiçosamente. No Brasil, existem diversos grupos excelentes, que acabam fazendo mais sucesso no exterior que aqui dentro. Além do Angra, posso citar Symbols, Wizards, Hibria (aqui de Porto Alegre) e Akashic (de Caxias do Sul). Em Londrina, fui em uma festa aonde todos os caras usavam chapéu de cowboy. Corri sério perigo, pois na tarde daquele mesmo dia, cogitei comprar uma camiseta que dizia "Fuck The Cowboys". Apenas por diversão, e sem conhecimento algum de onde eu estaria me metendo. Como sempre, aliás. Comments: |