[in the box] Malleus Maleficarum para iniciantes.

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antesavoldi@yahoo.com.br

28.7.04




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15.7.04

mais um, por favor

Em uma das andanças dessa vida aleatória, acabo em uma degustação de café. Recomendo o "café do cerrado", e constato que tudo o que compramos no supermercado é sobra da sobra. Mas o verdadeiro objetivo deste post é a citação de algumas das frases encontradas nas xícaras:

"Quem toma café é mais amoroso"
"Café ajuda no combate ao consumo de drogas"
"Jovens podem e devem consumir café diariamente".


E a hiperatividade momentânea também me obrigada a indicar isso como um bom título, embora a relação com o café inexista.


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12.7.04

lembrando


"Em 1963, abandonou sua família e foi para Nova York, fugindo da acusação de ter começado um incêndio em uma floresta."


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6.7.04

mundo de sofia


Não podemos deixar de fazer uma análise profunda a respeito dos campeões da última semana. Basicamente, Santo André, Once Caldas e Grécia levaram para dentro do futebol a ideologia de "resistência pacífica" de Ghandi. Sem nenhum desespero, demonstravam não estar interessados em jogar futebol, sem se incomodar por isso.
O Santo André - visivelmente um time de operários (sem trocadilho) - ignorou os gritos maldosos de "cidade dormitório!", que torcedores como eu desferiram durante a semifinal no Olímpico. Levou a melhor na luta de classes contra o Flamengo, que concentra a renda elitista da Nike, além de parcela do lucro com o nosso petróleo. Getúlio Vargas provavelmente se suicidou ao imaginar que parte do dinheiro da Petrobras pagaria salários de jogadores como Athírson e Ibson.
A vitória do Once Caldas tem vários aspectos positivos. Além de interromper a seqüência enche-saco do Boca Juniors, consagrou Manizales Maluco - o espetacular goleiro Henao - que distraiu todos os adversários enquanto seus companheiros marcavam gols do meio de campo. Além disso, fez comentaristas esportivos brasileiros caírem no total ridículo novamente, ao especularem que ele sempre estava prestes a entregar o jogo. Na final, fez a defesa mais sensacional da história dos pênaltis.
Os gregos usaram a dialética e foram pulverizando um a um os oponentes completamente inspirados na retórica e no blá blá blá sofista. Enquanto os adversários propunham jogo e duelo tático, os gregos usavam o discurso socrático para confundir e irritar.
adversário: "Vamos lá!"
gregos: "O que é isso?"
adversário: "É futebol. Exponha sua tática!"
gregos: "Não há como ter certeza. Só sei que nada sei."

Enquanto o adversário está totalmente desnorteado com a revelação, a Grécia faz gols de escanteio, a jogada clichê do futebol.


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3.7.04

elementar

Talvez o famigerado orkut tenha alguma responsabilidade pela festa ter sido não mais que regular. Ou talvez simplesmente meu tempo de aproveitar alguma coisa na Fabico já se encaminhe para os descontos.
Vários reencontros apoteóticos e conversas especulativas atrasadas fizeram a noite passar rápido. No tempo ocioso, me limitei a criar e espalhar o boato de que um homem nu invadiria a festa a qualquer momento. Também estraguei a noite de várias pessoas com a dúvida: "por que o IBGE tem um galpão?".
Sei que abandonei o local por volta das cinco horas, e fiz algum tempo na casa do amigo Edson, com o objetivo de me encaminhar ao mercado público logo que amanhecesse, e pegar um ônibus qualquer que me botasse rapidamente no rumo da cama. Seis da manhã com uma garoa fina, insisti com meu anfitrião que tudo ficaria bem conforme o planejado.
Quando Sherlock Holmes se aproximava da Caldas Júnior pela Andradas, o céu desabou sobre Porto Alegre. O vendaval levava as barraquinhas-fruteira, enquanto só me restou o abrigo em uma marquise, junto a um mendigo que abandonou o local logo que viu seu cobertor ser prejudicado pela água vinda de todos os lados. O porteiro do prédio sequer ofereceu abrigo no hall de entrada, olhando com desconfiança para o cachimbo, o chapéu e a calça xadrez.
Meu primeiro pensamento foi, naturalmente, invadir a Rádio Guaíba ali ao lado e emular Orson Welles, alertando os porto-alegrenses em primeira mão de que tudo estava acabado.
Ainda em meio ao caos, ataquei um táxi cujo motorista estava em seu primeiro dia de trabalho e não sabia exatamente como sair dali. Usei meu parco conhecimento de trânsito em Porto Alegre e, andando a 20 km/h com visibilidade próxima a zero, alcancei meu destino.
Lendo isso, parece que valeu a pena.


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