[in the box] Malleus Maleficarum para iniciantes.

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30.6.04

luftal


Na edição revista e ampliada de Tudo em 90 Minutos desenvolvo, entre outras coisas, a teoria geral da sociedade contemporânea, firmemente baseada nisso.
Basicamente, a verdade se resume ao postulado "tudo o que fizemos tem como único objetivo esquecer de que vamos morrer".


Barcelona vs. Real Madrid 2003
After his promises to perform at the Bernabeu, Mark Roberts finally made it onto the pitch, on what was a very cold 8th day of December 2003.
Sporting a goalkeepers glove (loaned from a goalkeeping legend in Spain who is one of Marks greatest fans) over his nether regions, Mark was given the gloved "thumbs up" and away he ran. More will follow soon ...



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25.6.04

editorial?

Virou senso comum em três dias, mas sempre foi fato admitido inclusive por adversários, que Brizola tinha convicção, integridade e carisma em níveis extraordinários. No momento em que morreu, nenhum brasileiro vivo tinha história política mais relevante que ele. Nem Lula, sendo um ex-operário que conquistou a maior votação da história, mas cujo governo é decepcionante.
Infelizmente, é costume dar mais valor às coisas quando elas acabam. Agora, muito puxa-saquismo e vários aproveitadores aparecem, dando nojo a qualquer um com um pouco de critério.
Meus pais sempre foram brizolistas de carteirinha. Nos debates presidenciais de 1989, lembro que o Brizola se destacava pelo uso da ironia. Foi a grande chance que o povo não deu a ele, elegendo o Collor. Outro de seus méritos é o fato de ser dos poucos - se não o único - líder político que sempre bateu de frente com a Rede Globo. Em 1994, Brizola proporcionou o episódio mais surreal da história da televisão. Li esse texto coincidentemente há alguns dias.

"Tudo na Globo é tendencioso e manipulado" disse Cid Moreira, no dia 15 de março de 1994. O homem-espantalho que por anos personificou a imagem da Rede Globo, de repente começa a ler, em pleno Jornal Nacional, um texto em que acusa a emissora de manipuladora, servil, gananciosa, interesseira.
Nelson de Sá, na Folha de S. Paulo, registrou assim o ocorrido:
"Cid Moreira, a voz do dono, a voz do Grande Irmão, a voz que surgiu do AI-5, voltou-se contra si mesma. Foi um daqueles momentos que servem como símbolos, como instantâneos da história. Cid Moreira falou, e falou e falou, contra Roberto Marinho. Foram três longos minutos, contra a Globo, no Jornal Nacional. O redator era Leonel Brizola, que ganhou direito de responder ao ataque que havia recebido do mesmo Jornal Nacional, que o chamou de senil".
Brizola, em seu segundo mandato como governador do Rio de Janeiro, conseguiu direito de resposta em pleno JN por um editorial em que fora acusado de estar com a "saúde mental em declínio".


Enfim, prefiro não me estender em coisas sobre as quais não tenho como opinar. Obviamente não vivi a época da legalidade, da ditadura ou da reabertura política. O Brizola que acompanhei já não estava em evidência, e era visto por muitos como ultrapassado ou ranzinza. Mas não me parece que o país esteja melhor com essa geração de políticos que sucede a época que ele representou.


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22.6.04

canetazzo




No futebol, a expressão "tragédia grega" deve ser substituída imediatamente por "tragédia italiana". A Fifa poderia usar uma vez o poder que tem, e instituir o termo oficialmente nas súmulas e regulamentos das competições. Desclassificações absolutamente trágicas deveriam garantir à equipe alguma vantagem na próxima edição do certame em disputa. Desde já, a Itália teria vaga assegurada em todas as Euros e Copas do Mundo, ad infinitum.
Não são necessários mais que alguns exemplos: em 90, a copa da Itália teve a semifinal Argentina e Itália em Nápoles, cidade onde Maradona jogava. A azzurra foi eliminada nos pênaltis, e muitos torcedores locais se mostraram felizes com o triunfo argentino. Em 94, após vitórias heróicas como a virada contra a Nigéria, Baggio - o único craque italiano da década, que até aí tinha levado o time nas costas - isolou um pênalti na final contra o Brasil. Em 98, eliminação nos pênaltis contra a França, e em 2002 mais uma derrota trágica em um jogo suspeito contra a Coréia.
Tivemos portanto, em uma semana, dois casos de jogadores chorando depois de marcar um gol nos descontos do segundo tempo. No superclássico River e Boca da quinta-feira passada, Nasuti saiu chorando após marcar 2 a 1 para o River minutos depois do Boca ter empatado. (anotação mental: não saberia o que fazer em situação parecida, provavelmente me atiraria no fosso do estádio)
E agora Cassano, da Itália, virou o jogo aos 49 do segundo tempo contra a Bulgária e, quando comemorava fora do campo, foi avisado de que Suécia e Dinamarca haviam empatado em 2 a 2, resultado que, conforme o regulamento bizarro, eliminaria os italianos mesmo se estes goleassem. A cena dos jogadores italianos desesperados depois de marcar o gol, se atirando pelo campo antes mesmo de o jogo acabar foi no mínimo surreal.
Entre os times beneficiados pela regra da "tragédia italiana", estaria o Internacional, tradicionalmente 9° colocado em competições que classificam 8 times, ou 6° em competições que classificam 5. O Grêmio também se daria bem, já que as eliminações da Libertadores para o Olímpia em 2002 e para o Medellín em 2003 seriam facilmente enquadradas na regra.


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18.6.04

de novo?



Pois é, o Boca Juniors de novo na final da Libertadores. Confesso que já estou ficando incomodado com a cena repetida umas 20 vezes nos últimos anos: jogadores do Boca correndo do meio campo para o gol defendido por Pato Abondanzzieri, comemorando mais uma classificação nos penais.
Na final, obviamente torcerei pelo Once Caldas, defendido pelo grande goleiro Henao, a quem gosto de me referir como "Manizales Maluco" por suas intervenções dando peixinhos fora da área.
Quanto aos brasileiros, quem acompanha o programa Impedimento já sabia: nenhuma chance. O Santos Ballet Club contratou Luxemburgo, grande loser em competições internacionais, e foi expulso da Libertadores com um golaço de Arnulfo Valentierra do Once Caldas. Já o São Paulo - "Real Madrid brasileiro" - demonstrou que sua camisa não tem nenhum peso e, apesar do bom trabalho do técnico Cuca, entregou na hora da decisão.


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11.6.04

entertain us

quanto mais se foge da imagem de clichê-superstar-commodity, mais se gosta do cara.
Essa entrevista à Rolling Stone, é um bom exemplo. Créditos ao dyingdays.net.

Where did the line "Here we are now, entertain us" come from?

That came from something I used to say every time I used to walk into a party to break the ice. A lot of times, when you're standing around with people in a room, it's really boring and uncomfortable. So it was "Well, here we are, entertain us. You invited us here."



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8.6.04

"Good Night..."
Yeah, it's over now, but I can breathe somehow
When it's all worn out, I'd rather go without

You know its been on my mind
Could you stand right there
Look me straight in the eye and say
That it's over now

We pay our debt sometime

Well it's over now, yet I can see somehow
When its all gone wrong, it's hard to be so strong

You know its been on my mind
Could you stand right there
Look me straight in the eye and say
That it's over now

We pay our debt sometime
Yeah, we pay our debt sometime

Guess it's over now, I seem alive somehow
When it's out of sight, just wait and do your time

You know its been on my mind
Could I stand right here
Look myself in the eye and say
That it's over now

We pay our debt sometime
Yeah, we pay our debt sometime


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